Coisas que não percebo #5

 

A nossa cama, tem exactamente 4m^2, ou seja, 2m de largura por 2m de comprimento.
Dá para fazer tudo e mais alguma coisa em cima!
E dá para dormir muuuuuito à vontade!

 

É tudo muito bonito, quando vamos para a cama: É só abracinhos e beijinhos, e tudo muito juntinho e muito agarradinhos!
Que é, é excelente e recomenda-se!

Mas quando é para dormir, é para dormir!
Que o corpo é que paga, e não aguenta para sempre!

Por isso, depois da fase dos *inhos, “cada um vai para o seu canto” que a noite passa rápido, e de manhã é que são elas para acordar!

Mas vá…. nós não dormimos a noite inteira agarrados um ao outro, porque sejamos sinceros, quando é mesmo para dormir, isso não dá jeito nenhum e nem se consegue descansar como deve ser.
Mas dormimos juntinhos!
Se ele vai mais para a direita, eu vou atrás dele e aninho-me ao lado dele ou, se eu vou mais para a esquerda ele vem atrás de mim, e cola-se!

Mas isto, mais centimetro menos centimetro, a meio da cama!

O que eu não percebo é, porque é que ultimamente acordo de noite, estico um braço para a esquerda e só sinto vazio!
Ou seja, estou meeeeeesmo na pontinha da cama!
Eu fujo para a esquerda, ele vem atrás de mim!
Eu fujo mais um pouco para a esquerda, e ele lá vem atrás de mim!

Se o raio da cama é tão grande, porque é que eu ocupo meio metro, e ele está a ocupar o outro metro e meio, HANNN????

Para a próxima, saio da cama de mansinho, para ele pensar que eu me estou a desviar novamente para a ponta, para ver se ele se atira da cama para o chão, que é para ver o que é bom para a tosse!!!

Assim, fico com os 4m^2 só para mim!!!!

Raio do homem, pah!!!!

Original Vs Copia?

 

No passado mês de Setembro, surgiu a noticia que iria sair uma nova edição das “verdadeiras” aventuras dos famosos cinco de Enid Blyton. Coloquei verdadeiras entre “aspas” porque durante os anos 90 e depois já no inicio do século XXI, surgiram algumas edições que sempre mereceram o meu maior desprezo de “Novas Aventuras dos Cinco” ou “Os cinco – Mistério e Aventura”. Em que as aventuras se passavam num ambiente contemporâneo…em três palavras: mi-se-rável.

Agora surgiu então esta nova edição através da famosa Oficina do Livro, que já nos habituou a bons livros. A editora fez a seguinte apresentação desta nova edição: Mantém-se a capa mole e o formato 14×21, mas os livros de aventuras vão surgir com uma nova imagem e também com uma nova tradução”  

Ok, as histórias já têm cerca de 70 anos, e provavelmente querem conquistar a juventude destes dias, mas nunca terão a magia das edições originais.

Quando vim para a capital há cerca de uma década, percorri todos os alfarrabistas do Chiado até completar as 21 peças da colecção, aquela que para mim foi a melhor edição, a dos anos 70. Aquela que tinha uma capa com imagens de aventuras dos famosos cinco.

As imagens foram feitas só para as capas dos livros e nem fazem parte da série que passou nas nossas Televisões a preto e branco precisamente no início dos anos 80.

Durante o inicio da minha juventude, quem tinha a colecção toda eram as minhas primas e acho que devo ter lido a colecção mais de uma dezena de vezes e sempre sonhei como seria viver em plenos anos 40, acampar ao ar livre, e ter a idade dos personagens e passar aventuras totalmente sozinho sem adultos por perto.

Ainda hoje na casa dos 30 sou capaz de ler todas as aventuras à média de um livro por dia e não me aborreço.

Quando tiver filhos vou gostar que eles também o façam, para quem não sabe, a autora era uma pedagoga e educadora de infância, por isso todos eles têm uma mensagem a passar. Pode ser que a juventude de hoje ainda consiga aprender alguma coisa  com alguém que deixou este legado há quase 70 anos…